Depois de criar um Twitter e ter que me acostumar a dar notícias ou reclamar em apenas 140 caracteres, ler apenas livros de poesias (antes de parar completamente a leitura por meses) e concordar que imagens valem mais que mil palavras, não sei mais escrever posts interessantes.
Tô numa inércia criativa absurda há muitos dias e preciso de horas de terapia (lê-se “lendo blogs bons e livros interessantes”) para me recuperar. Talvez eu esteja me culpando por não escrever como antigamente, sem aceitar que mudei. Quando comecei a postar no meu primeiro blog, escrevia as coisas e ficava satisfeita. Mas quem nunca pensou em escrever um livro ou compor músicas quando criança? Parece que as palavras fluem mais facilmente, que se expressar é menos complicado do que aparenta.

Mas o que fazer quando temos que conciliar o tempo? Quando há decisões para tomar, coisas para escolher, milhares de pensamentos surgindo rapidamente sem se importar com coerência ou regras gramaticais? Fora as dúvidas, os conflitos internos, as mudanças e falta de prática. Fora a internet que anda tão estranha atualmente. Tudo é motivo para julgamento, tudo é criticado, vira motivo de piada. Ninguém se sente à vontade com seu próprio espaço. Quero fugir disso.
Tô dando um upgrade na minha lista de blogs favoritos, já que, em crise, abri hoje um milhão de links e saí lendo blogs por todos os lados. Isso é desespero por inspiração, pessoas. Talvez eu mude tudo, talvez eu altere só algumas coisas que ninguém vai notar. Não quero mais me culpar pelas minhas indecisões nem ter vontade de excluir meu blog. Vamos deixar as coisas acontecerem no seu tempo, então.
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