Eu, hein. Chega de posts reclamando e contando coisas ruins. Pensei infinitas vezes em excluir esse blog porque está ficando uma coisa insuportável, sempre imerso em um astral nada bom. Mas eu me sinto melhor agora. Estou mais otimista, mais calma, achando que, no final, tudo sempre fica bem.
Por um tempo, me tornei o que eu tanto condeno nos outros: o desespero. Me tornei o desespero, achando que tudo está errado e vai permanecer assim por muito tempo. Logo eu, que acredito tanto no movimento de rotação e na graça de um dia após o outro. Que acredito que viradas de ano são sim o indício de que a vida pode mudar pra melhor.
Eu estou com algum problema com meu quarto, tenho certeza. Nunca mais me senti bem lá, está tudo tão abafado, tão pequeno, apertado e bagunçado. E eu falo tanto aqui de quarto bagunçado, mas não é edredon enrolado em cima da cama e roupa pelo chão, não, porque isso é fácil de resolver em 15 minutos. É coisa demais, coisa desnecessária e velha, tralha, poeira em cima de porta-retrato e de livros sem leitores, caixa de papelão pelo chão (vai entender o motivo). Parece um quarto que não tem morador. O meu desespero do post passado foi que passei 2 dias fora de casa (viajando pra virada do ano) e quando entrei no meu quarto de novo, parecia que não era quarto de ninguém, que estava abandonado há meses ou anos, então fiquei realmente triste de um jeito que poucas pessoas entenderiam. Logo meu quarto, que sempre foi meu lugar favorito da casa, onde eu gostava de passar horas e nem perceber.
E acho que voltei a ser uma pessoa leve e otimista porque estou viajando de novo. Tem 6 dias que me entoquei no interior do Brasil e estou feliz por isso. Talvez esse tenha sido o maior indício que tinha (tem) algo realmente errado no meu quarto. Eu não gosto de sair, muito menos de viajar. Lembrei de umas cenas que fiz quando tive que ir pra Barreirinhas (olha só, o paraíso maranhense!) só porque não queria sair do meu canto de jeito nenhum. Fiquei briguenta e mal humorada, estraguei o passeio de muita gente. Tenho preguiça e acho que há poucos lugares no mundo onde eu ficaria melhor que ali, no meu quarto. E de repente me vi contente arrumando minhas malas, feliz por ficar 6 dias trancada num carro com duas crianças quase hiperativas e correndo um risco enorme (além de não gostar de viajar, tenho pâ-ni-co de rodovias), dormindo em hotel esquisito de estrada e forrando assento sanitário de posto com papel pra fazer xixi. Deu que cheguei no interior de Minas, há 3 dias estou dormindo num quarto que não é o meu, onde tudo está bagunçado (desta vez, com roupas pelo chão e edredon embolado mesmo), e há muito tempo eu não me sentia tão bem. Tão leve. Foi aí que percebi que o problema é o meu quarto mesmo.
Agora estou de novo com aquela sensação boa de que tudo vai dar certo. É só ter calma, fazer tudo devagar, um pouco a cada dia. Não tem um provérbio chinês que diz que uma jornada de não sei quantos mil quilômetros começa com um único passo?
Como disse minha prima:
Resolvi destralhar minha vida em 2012! Anotações, livros desatualizados, roupas velhas, chatices, caixas em desuso, sentimentos que me fazem ficar mal, sapatos acabados, móveis antigos, falsidade… Tudo indo pra longe! Que todos os meus amigos façam o mesmo e provem da maravilha que é se livrar de tudo que nos atrasa e faz sofrer! Um 2012 limpo, claro e cheio de amor pra todos nós!
Olá, sou nova por aqui e acho que acabei stalkeando seu blog por inteiro (rs). Adorei a leveza da sua escrita. *-*
Não delete-o não, gostei bastante mesmo. =)
Tente reorganizar o seu quarto. Uma mudança é sempre necessária! =)
Beijos! =)
Meu quarto tbm é um refugio, acho que pelo computador que não sai de lá, mas gosto de viajar sim e muito.
Com calma as coisas se resolvem, já tentou fazer uma reforma no local, eu mesma tenho pensado muito nisso. Beijão flor!
Aff, sei bem como é personificar o desespero. Andei assim lá pelo fim de 2011/inicio 2012. E não adiantou nada. Tudo o que eu queria que acontecesse, não aconteceu. Pelo menos do meu jeito. E fazer o que? Parei de me desesperar e deixei rolar. Não adianta planejar nada. O destino ou sei lá o que que rege tudo e manda em nós, sempre vai nos pregar uma peça. Então baby, relaxa e goza, no melhor sentido.
É horrível quando o que era tão bom, se torna um lugar ruim. Mas é essa questão do desapego. As vezes acumulamos tanta coisa que queríamos que tivesse sido e esquecemos de lado o que foi o que ainda pode ser…
Faça isso mesmo, destralhe o que for necessário e viva de novo, sempre com esse otimismo :)
Amanda, eu sei exatamente como você se sente. Quer dizer, nunca fui tão apegada ao meu quarto quanto você porque, acredito, ele nunca foi só meu quarto, mas sempre foi meu e da minha irmã mais velha. T-T Eu fico cada vez menos a vontade lá. Eu tenho 16 anos, ela já tem 18 e dividimos uma beliche no mesmo quarto desde que nossos pais nos tiraram do berço. >-< Não tem espaço para as duas lá e isso me incomoda cada dia mais. Sem contar que minha irmã não gosta de arrumar nada, deixa tudo jogado – e isso inclui roupa suja pelo chão e pela escrivaninha. T-T Tenho vontade de chorar toda vez que entro lá. Mas acho que agora ela vai cooperar, pelo menos, gosto de tentar ser otimista como você está sendo e imaginar que um raio vai cair do céu, fritar os miolos dela e fazer com que ela decida que ama organizar o quarto e mantê-lo arrumado. rs
Não fique desanimada – sei que não sou a pessoa certa para dar esse conselho dadas as circunstâncias -, mas acredite, as coisas melhoram sempre que pensamos positivo e você, pelo menos, não divide o quarto com a sua irmã, o que teria o potencial pra piorar a situação muito mais, acredite. ^-^ rs
Bjo ;*
acabou reclamando de novo, num parágrafo inteiro, perceba! HÁ
aliás, quando voltar, vamos sair!
beijos <3