3 de agosto de 2010


Categoria(s): Pessoal
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Já cansei de ver vídeos ou posts sobre as mesmas coisas: fãs de Justin Bieber, Fiuk, Restart, Crepúsculo (…) sendo ofendidos gratuitamente. Parei de me perguntar “por quê?” há muito tempo quando cheguei à conclusão que é por motivo algum. Para se sentir superior por considerar o que as outras pessoas gostam um lixo e pronto. Algumas pessoas precisam disso pra se sentir melhor, infelizmente já estive cercada de muita gente com esse pensamento e sei como funciona.

Comecei a acessar diariamente a internet aos 10 anos e tive vários blogs desde então. O primeiro totalmente personalizado por mim era todo cor-de-rosa, desde o layout até a fonte dos posts, algo ilegível mesmo. Tinha milhares de gifs piscantes e bichinhos pulando por todo canto. Alguns anos depois, comecei a ouvir Avril Lavigne, comprei os cds e dvd (guardados até hoje porque fazem parte de mim), Simple Plan… andei pelo shopping com uma garrafa de Ice na mão me sentindo adulta. Graças a isso tudo, meu inglês é bom e eu sei programar em html e css. E nem adianta alguém vir me julgar pela minha pré-adolescência feliz. Ninguém pode esperar atitudes geniais e um conhecimento profundo de rock dos anos 70 de alguém que ainda conversa alto durante a aula no colégio. Vamos deixar os pré-adolescentes de hoje viverem, pessoas. Alguém riu internamente de nós e mesmo assim deixou que vivêssemos.


Alguns dos meus posteres há 5 anos, foto de webcam que resistiu ao tempo

Nota: sou contra os colírios da Capricho e o novo formato da revista em si porque acho que diminui a mulher perante ao homem quando faz com que meninos cabeçudos sejam idolatrados por não fazerem nada. Meninas novas que ainda nem têm noção dos direitos das mulheres e dos homens e da diferença disso na sociedade acabam piorando a situação. Não sou feminista, não sou machista. Só não aturo meninos num pedestal e meninas sonhando com um tchauzinho sequer. Viva aos casais que dividem as contas (e aos homens gentis que pagam a conta inteira, claro).






1 de agosto de 2010




Foi por acaso que descobri essa música. Até 1 hora atrás nunca tinha sequer ouvido falar de Owl City, mas já estou baixando o álbum Ocean Eyes. Espero que as outras gravações sejam tão calmas e sensíveis como esta. Se não forem, eu excluo o álbum e mantenho as que eu gostar, como fiz com Plain White T’s (só duas se salvaram!). Chorei do começo ao fim nas duas primeiras vezes que escutei Vanilla Twilight e, na terceira, já sem lágrimas ou voz falhando durante a cantoria, tive a certeza que essa música vai se eternizar em mim.

Não costumo associar música a acontecimentos da minha vida ou sequer gosto quando elas, por si só, fazem lembrar pessoas ou fatos, porque quando isso acaba a gente sempre vai escutar a música de novo e vai se sentir mal… Seja na rádio, o vizinho cantando alto do lado ou baixinho no shopping durante o almoço. Parece que as frases perseguem a gente o tempo inteiro. Já aconteceu comigo, inclusive me retirei de dois estabelecimentos por causa de uma música que estava tocando. Para algumas pessoas pode parecer besteira, mas, bem… Que elas nunca passem por isso para saber o tanto que incomoda. Pelos comentários do vídeo no Youtube pude perceber que os ouvintes associam Vanilla Twilight a alguém que se foi, geralmente o companheiro(a). Senti tristeza por cada anônimo de outros países ali como se tivesse acontecido comigo. Li que o cantor escreveu essa música para a namorada dele que morreu (é verdade?) e sofri por ele também, mas conseguir transformar um momento e sentimentos tão ruins em algo tão resumido, simples e bonito é para poucos.

Confesso que tenho um medo verdadeiro de perder as pessoas. Não diria nem medo… pânico, pavor. Não me permito ao menos pensar em perder alguém que eu amo, seja familiares, amigos, namorado… Sofro até com a morte das pessoas que não têm nada a ver comigo. Ainda estão falando da morte do filho da Cissa Guimarães na tv? Assim que eu soube, quase chorei também e fiquei mal o dia inteiro por causa disso. Não consegui nem twittar alguma mensagem de solidariedade como fizeram várias pessoas, mas desejei mentalmente todo o conforto do mundo para familiares e amigos. Já chorei sozinha lendo matéria do G1 na época dos desabamentos no Rio de Janeiro ao imaginar as perdas alheias. Mas esse post não é pra falar o tanto que eu sou sensível, e sim pra mostrar essa música que, com delicadeza, me fez lembrar de momentos bons e ruins, e conseguiu ganhar minha admiração apesar disso.

Cause I’ll doze off safe and soundly
but I’ll miss your arms around me
I’d send a postcard to you, dear
cause I wish you were here.






27 de julho de 2010




A pior coisa é saber que esses dias poderiam ter se transformado em posts ótimos com humor barato, o que com certeza me estressaria menos, se não tivessem levado todas as minhas câmeras fotográficas. Imaginar outras pessoas falando “eca, quanto lixo” e dando ataque por causa da bagunça é mais legal do que pensar e viver isso tudo sozinha. A propósito, deixei de postar muita coisa aqui porque não tenho como fazer as respectivas fotos dos posts. Tem muito post acumulado nos arquivos do blog. Deixei de fazer metade das coisas que programei para minhas férias porque ninguém teve a piedade de me deixar uma camerazinha. Férias que deveriam ser desestressantes (já que antecedem a época mais tensa do ano) estão se resumindo a vários dias consecutivos encarando o computador, sem fazer nada de verdadeiramente útil. A sensação de “o que eu fiz hoje?” quando a gente só se dá conta que o dia passou quando tem que acender a luz porque a lá de fora já se foi está ficando insuportável.

Ficar sozinha em casa com um irmão que atrapalha muito é pior do que ficar sozinha em casa. E quem tá falando isso é uma pessoa que precisa de alguns minutos em companhia boa diariamente. Perceber que dormimos com a porta aberta (quem quiser entrar, é só passar a mão na maçaneta!) porque ele chegou depois de mim e não trancou dá pânico. E eu escrevi mil outras coisas indigestas aqui e apaguei, porque é melhor poupar as pessoas que não têm nada a ver com isso.


Recadinho que mamãe deixou antes de viajar, há quase um mês






25 de julho de 2010




Férias. Nome doce. Não que minha vida tenha mudado muito, mas pelo menos agora consigo não fazer nada e não sentir peso na consciência por isso (será?). Passar o dia inteiro de roupa de dormir e só se dar conta disso quando já escureceu é uma das melhores coisas do mundo. Planos de fazer um blog com uma amiga. Vontade (e preguiça) de arrumar esse blog aqui todo. Mil filmes para serem vistos, mas pena que não tenho paciência pra ficar muito tempo vendo filmes. Uns vestidos muito bonitinhos para costurar. Quase duzentos – mentira – livros para ler. Pôr-do-sol me chamando, querendo ser visto de um banco quebrado da parte menos movimentada da praia. Papéis branquinhos e lápis HB/5B aqui do lado, caso algum desenho me venha na cabeça. Bonequinhas esperando para serem customizadas, mas amanhã faço isso, ou espero fazer. Saudade da família que está toda em Minas Gerais. Amigos aqui e a gente contando histórias de terror verdadeiro durante a madrugada de ontem. Cochilar no sofá e só perceber quase de manhã.

Mal começou e já tá quase acabando, mas nem quero pensar nisso agora…






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