27 de novembro de 2011




Um mês de férias. A internet parou de funcionar. A câmera fotográfica parou de reconhecer o cartão de memória e não quer prestar por nada. O pé da máquina de costura também parou completamente (e aquela porcaria descartável me custou 40 reais!). O namorado está em época de provas na faculdade. Aí você diz “e por que você não sai sozinha pra lanchar, assistir a um filme ou só olhar vitrine?”. E eu te digo que os policiais, bombeiros e delegados estão de greve, ao mesmo tempo, e os bandidos estão todos assaltando nas ruas, nos sinais de trânsito, nas lojas. E depois do assalto, eles saem andando normalmente. Aí você me diz que eu só tenho mais uma semana de férias e pede gentilmente que eu não entre em pânico por não ter absolutamente nada pra fazer. E eu penso se topo ou não.

Fiz bombons de chocolate recheados de casadinho (leite condensado e brigadeiro) pra me acabar. Enquanto esfriava e eu esperava ansiosamente pra comer, meu irmão menor achou que deveria distribuí-los a todas as crianças do condomínio e assim fez. E eu não comi nenhum. Aí eu fiz bem-casados recheados de doce de leite. Mamãe, na melhor das intenções, colocou na geladeira pra não estragarem e eles ficaram duros (bolo solado, sabe?).

Ontem fui na casa de uma amiga pegar dois filmes pra assistir aqui no meu quarto. E ontem mesmo, de noite, meu ventilador maravilhoso caiu e quebrou. “Mãe, tem dvd no seu quarto pra eu assistir aos filmes lá? Aqui tá calor demais”. E adivinhem a respota? Pois é, não tem. Ler e fazer crochet? Essas coisas são legais, exceto quando são as únicas coisas que você tem pra fazer. Nem todo mundo vive um mês só lendo e crochetando. Me sinto numa fazenda. E eu odeio fazendas justamente porque morro de tédio nelas.

Mas é assim mesmo, people. Se as coisas ruins tivessem acontecido uma de cada vez ou enquanto eu passava aproximadamente 12 horas por dia estudando, não seria minha vida.





26 de novembro de 2011




Não costumo fazer esse tipo de post, mas preciso compartilhar isso com vocês! Conheci essa técnica hoje (créditos para Lolla, phyníssima como sempre) e adorei. É o tipo de idéia que a gente se pergunta o porquê de nunca ter pensado nisso antes. É ponto-cruz com temas, digamos, diferentes do usual. Se você está esperando ver frutas e animais em pano de prato, vai ter uma pequena surpresa.

A explicação do site: Offering cross stitch kits and patterns with slogans using some adult language and themes.

A minha explicação: apenas dêem uma olhadinha em algumas imagens que selecionei pra ilustrar o post. Foi difícil escolher poucas.



Fontes: 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08, 09.

E sabe? Seria sim interessante ver esses bordados em panos de prato na cozinha. Pelo menos na minha eu colocaria. Ou colocarei.

E falando em “ponto-cruz diferente”, durante essa pesquisa achei esse bordado que é a cara do meu namorado. Não sei se é considerado subversive cross stitching e até acho que não, mas apareceu no meio das buscas pelo Google e eu tive que colocar aqui junto. Não prometo te bordar logo algo parecido, Mozi, mas… Quem sabe um dia? <3


(fonte)





21 de novembro de 2011






















Nessa parte da saga vou falar do lado culto do processo. Porque nem tudo são hidratantes, esmaltes ou maquiagem repetida!

Mudamos pra essa casa há menos de um ano e ainda não fizemos os móveis planejados pros quartos novos (semana passada trocamos o piso da sala e da cozinha), ou seja, não tem espaço definitivo pra nada!

Além disso, adoro comprar livros e ganho muitos de presente. Sempre que meu stepfather viaja, e ele viaja bastante, ganho um livro novo. E ano passado eu ganhava um livro por mês do namorado. Isso tudo resultou em muitos livros começados e mais ainda espalhados pelo quarto, sem lugar. Alguns numa estante, outros noutro móvel, alguns no móvel da sala e outros dentro do guarda-roupas. Sim, eu preciso da minha estante pra ontem! Mas enquanto isso não acontece, guardei todos os livros novos no alto do armário. Mais importante que isso: me propus a terminar de ler todos os que eu já comecei. E, pasmem, são 13 livros. Deixei na estante só esses, que estão pela metade, pra terminar logo. Fiz o compromisso comigo mesma de só comprar livros depois de terminar esses. O stepfather já me trouxe dois de presente desde que decidi isso – eu já disse pra vocês que o post fica arquivado aqui mil dias antes de ser publicado, né? Motivo: desconhecido.

Ainda não sei o que vou fazer com tanto livro lido (além desses, tenho muitos outros). Ando procurando alguma instituição séria pra doar e alguma rede social que propronha troca de livros entre os usuários, imagino que deve ser muito divertido. Alguma sugestão?

Na estante, para terminar de ler:

A menina que roubava livros (Mark Zusak)
A suíte é minha, lambisgóia (Gerson Meneses)
Limite branco (Caio Fernando Abreu)
Antes do Baile Verde (Lygia Fagundes Telles)
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Bromit)
Cancioneiro (Fernando Pessoa)
Eu e outras poesias (Augusto dos Anjos)
Poemas de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
As dez maiores descobertas da medicina (Gerald W. Friedland)
As melhores histórias de Fernando Sabino
Quando Nietzsche chorou (Irvin D. Yalom)
O prazer das palavras (Cláudio Moreno)

Também estou lendo, mas é e-book:
O monge e o executivo (James Hunter)

O Morro dos Ventos Uivantes está na estante de metido, comprei no ano passado e nunca comecei a ler. Mas quero começar (e terminar?) assim que me livrar da maioria que me espera.

Como organizei os estudos:

Dividir as abas em matérias e colocar os papéis nessa pasta é muito mais fácil do que colocar dentro do saquinho da pasta antiga. Fora que os saquinhos sempre se enrolavam e ficava um emaranhado tão agonizante que eu não tinha coragem nem de abrir aquela pasta preta.

Deu pra organizar com etiquetas com o nome de cada matéria, coisa difícil de fazer com praticidade na antiga pasta. Recomendo demais essas pastas sanfonadas porque fica bem mais fácil localizar os resumos. Se você é como eu, que só consegue estudar escrevendo e anotando palavras e tópicos importantes, é ideal. Elas são um pouco carinhas, mas vale a pena comprar uma pela organização. Eu, por sorte, já tinha em casa. Mamãe achou uma cheia de papéis inúteis que foram pro lixo e eu lavei a pasta. Dando utilidade para antigas tralhas é ainda melhor! :)

Algumas matérias ainda foram fragmentadas, como História e História do Brasil. Facilita ainda mais na hora de localizar os resumos, economizando um tempo precioso. Mas não pensem que está tudo aí, uma das coisas que aceitei, desde o começo, é que não tem como organizar a bagunça de um ano ou uma vida em um único dia. Com certeza ainda tenho muitos resumos dentro de livros (tudo amassado nas bordas, coisa mais linda), mas coloco na pasta conforme for achando. Uma busca incessante pelos resumos perdidos não está na minha lista de coisas a fazer.

Guardei os clipes de papel nessa caixinha de plástico com glitter e um laço gigante. Eu não mereço clipes metálicos que enferrujam e sujam o papel. E nessa caixinha coloquei também uns bloquinhos que comprei. São muito úteis pra anotar fórmulas ou conceitos e levar na bolsa, no estojo, na carteira, pra ficar sempre revisando até memorizar :)


Esse o stepfather trouxe da última viagem. Ele furou a fila mas já estou quase terminando – precisa dizer que adorei o tema? Tem leitura fácil e dicas preciosas.





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