Não costumo fazer esse tipo de post, mas preciso compartilhar isso com vocês! Conheci essa técnica hoje (créditos para Lolla, phyníssima como sempre) e adorei. É o tipo de idéia que a gente se pergunta o porquê de nunca ter pensado nisso antes. É ponto-cruz com temas, digamos, diferentes do usual. Se você está esperando ver frutas e animais em pano de prato, vai ter uma pequena surpresa.
A explicação do site: Offering cross stitch kits and patterns with slogans using some adult language and themes.
A minha explicação: apenas dêem uma olhadinha em algumas imagens que selecionei pra ilustrar o post. Foi difícil escolher poucas.

E sabe? Seria sim interessante ver esses bordados em panos de prato na cozinha. Pelo menos na minha eu colocaria. Ou colocarei.
E falando em “ponto-cruz diferente”, durante essa pesquisa achei esse bordado que é a cara do meu namorado. Não sei se é considerado subversive cross stitching e até acho que não, mas apareceu no meio das buscas pelo Google e eu tive que colocar aqui junto. Não prometo te bordar logo algo parecido, Mozi, mas… Quem sabe um dia? <3












Nessa parte da saga vou falar do lado culto do processo. Porque nem tudo são hidratantes, esmaltes ou maquiagem repetida!
Mudamos pra essa casa há menos de um ano e ainda não fizemos os móveis planejados pros quartos novos (semana passada trocamos o piso da sala e da cozinha), ou seja, não tem espaço definitivo pra nada!
Além disso, adoro comprar livros e ganho muitos de presente. Sempre que meu stepfather viaja, e ele viaja bastante, ganho um livro novo. E ano passado eu ganhava um livro por mês do namorado. Isso tudo resultou em muitos livros começados e mais ainda espalhados pelo quarto, sem lugar. Alguns numa estante, outros noutro móvel, alguns no móvel da sala e outros dentro do guarda-roupas. Sim, eu preciso da minha estante pra ontem! Mas enquanto isso não acontece, guardei todos os livros novos no alto do armário. Mais importante que isso: me propus a terminar de ler todos os que eu já comecei. E, pasmem, são 13 livros. Deixei na estante só esses, que estão pela metade, pra terminar logo. Fiz o compromisso comigo mesma de só comprar livros depois de terminar esses. O stepfather já me trouxe dois de presente desde que decidi isso – eu já disse pra vocês que o post fica arquivado aqui mil dias antes de ser publicado, né? Motivo: desconhecido.
Ainda não sei o que vou fazer com tanto livro lido (além desses, tenho muitos outros). Ando procurando alguma instituição séria pra doar e alguma rede social que propronha troca de livros entre os usuários, imagino que deve ser muito divertido. Alguma sugestão?
Na estante, para terminar de ler:

A menina que roubava livros (Mark Zusak)
A suíte é minha, lambisgóia (Gerson Meneses)
Limite branco (Caio Fernando Abreu)
Antes do Baile Verde (Lygia Fagundes Telles)
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Bromit)
Cancioneiro (Fernando Pessoa)
Eu e outras poesias (Augusto dos Anjos)
Poemas de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
As dez maiores descobertas da medicina (Gerald W. Friedland)
As melhores histórias de Fernando Sabino
Quando Nietzsche chorou (Irvin D. Yalom)
O prazer das palavras (Cláudio Moreno)Também estou lendo, mas é e-book:
O monge e o executivo (James Hunter)
O Morro dos Ventos Uivantes está na estante de metido, comprei no ano passado e nunca comecei a ler. Mas quero começar (e terminar?) assim que me livrar da maioria que me espera.
Como organizei os estudos:

Dividir as abas em matérias e colocar os papéis nessa pasta é muito mais fácil do que colocar dentro do saquinho da pasta antiga. Fora que os saquinhos sempre se enrolavam e ficava um emaranhado tão agonizante que eu não tinha coragem nem de abrir aquela pasta preta.

Deu pra organizar com etiquetas com o nome de cada matéria, coisa difícil de fazer com praticidade na antiga pasta. Recomendo demais essas pastas sanfonadas porque fica bem mais fácil localizar os resumos. Se você é como eu, que só consegue estudar escrevendo e anotando palavras e tópicos importantes, é ideal. Elas são um pouco carinhas, mas vale a pena comprar uma pela organização. Eu, por sorte, já tinha em casa. Mamãe achou uma cheia de papéis inúteis que foram pro lixo e eu lavei a pasta. Dando utilidade para antigas tralhas é ainda melhor! :)
Algumas matérias ainda foram fragmentadas, como História e História do Brasil. Facilita ainda mais na hora de localizar os resumos, economizando um tempo precioso. Mas não pensem que está tudo aí, uma das coisas que aceitei, desde o começo, é que não tem como organizar a bagunça de um ano ou uma vida em um único dia. Com certeza ainda tenho muitos resumos dentro de livros (tudo amassado nas bordas, coisa mais linda), mas coloco na pasta conforme for achando. Uma busca incessante pelos resumos perdidos não está na minha lista de coisas a fazer.

Guardei os clipes de papel nessa caixinha de plástico com glitter e um laço gigante. Eu não mereço clipes metálicos que enferrujam e sujam o papel. E nessa caixinha coloquei também uns bloquinhos que comprei. São muito úteis pra anotar fórmulas ou conceitos e levar na bolsa, no estojo, na carteira, pra ficar sempre revisando até memorizar :)


Deixa eu ver como faço esse post, que é pra ser gigante e ter muita informação. Porque eu mudei drasticamente, né? De pessoa completamente desorganizada, sempre atrasada e até irresponsável (apesar de nunca admitir isso) eu me tornei algo que espero que seja uma transição para alguma ordem, mesmo que mínima, na minha vida.
Isso tudo começou como a maioria das pessoas: reclamando, a toda hora, de falta de tempo. Nove de cada dez frases eram “não tenho tempo”. A décima era “aaaaarrrhhgggg não tenho tempo pra naaadaa messmoo!!!”. Mas acontece que o dia tem as mesmas 24 horas pra todo mundo, certo? Pra mim, pra você, pra um estudante de Medicina da USP, pro presidente de um país. Então o problema não era na quantidade de horas que tem o dia, e sim no que eu fazia com elas.
Aí eu li um post da Anna, Gente que nunca ouviu Tempo Perdido, e me identifiquei bastante. Não tenho como concordar 100% com as palavras dela, mas acho que absorvi a essência do post. Tanto que, depois do tapa na cara que foi ter lido essas coisas, tratei de arrumar a minha vida inteira, e não só a mesa do notebook. Que eu só arrumava uma vez por mês, por aí.
Não sei se acredito em coincidência, mas foi na mesma época que eu conheci o blog Vida Organizada, criado pela Thais, que traz mil idéias e sugestões de organização, além de muita motivação. Ela diz por onde começar e ajuda a identificar exatamente onde está o seu problema, o que ajuda demais a resolver!

Pronto. Dito isso, vamos ao que eu já mudei!
Das mil dicas maravilhosas que encontrei no blog Vida Organizada, as que eu considero fundamentais são as que eu listei aqui embaixo. Parece que foram feitas pra me fazer cair na real que eu precisava de alguma mudança pra ontem…

Essa última talvez é a mais importante, que eu ainda não consegui aderir, mas que vai me dar muitas horas livre por semana: preciso aprender a dizer não. Quando eu tenho mil coisas pra estudar e pra arrumar, minha mãe vem com um convite irresistível de servir de companhia pra diversas coisas, como passear no shopping, lanchar ou ir ao cartório. E gente. Eu não sei dizer não pra minha mãe. Sei que isso é lindo mas às vezes (quase sempre) atrapalha muito.
Outra coisa que não pode acontecer dia de semana é ligar o computador. Porque a gente liga rapidinho depois do almoço só pra checar o e-mail, “10 minutinhos enquanto eu descanso da comida”, e quando vê já são 8 e meia da noite. Mas isso eu consegui, sabem meu sumiço no último mês? Então.
Na hora de começar a destralhar, escolhi os tubos de rímel. Sei que a frase da Thais foi bem ampla e na verdade “tubos de rímel” ali significam todas as coisas que a gente só precisa ter um de cada vez. Mas eu não tinha três tubos, amigas. Eu tinha cinco. Então nada mais justo do que começar o bota-fora por aqui: três deles não eram usados há mais de um ano, que eu me lembre. Tralha, tralha, tralha.


E por hoje chega. Tenho aqui muitas fotos de muita coisa que está entrando nos eixos :)
Até um próximo post, durmam bem.