Depois de 25 dias com o blog fora do ar, oieeeee. Eu tava com saudade de postar. Mesmo. E hoje vou falar de flores. Só pra não dizer que não falei das flores. Tá, chega. (Não precisa de muito esforço pra perceber como eu tô lerda, eu sei. Me senti uma criança louca por meu blog on-line de novo e agora tô muito feliz, eu posso).

Eu e mamãe estávamos passeando e fazendo compras até olharmos umas roseirinhas por preços legais (flores não são tão baratas aqui como acontece no sul do Brasil). Escolhemos uma curiosa, tinha quatro flores vermelhas e uma num tom rosa clarinho, perdida ali no meio.
Comentei, rindo, que as flores nunca nasciam quando eu cuidava. “É só eu comprar assim, linda e florida, que elas morrem poucos dias depois e nunca mais nascem!”. Pra minha surpresa, o dono da loja me abordou e disse pra eu não falar mais aquilo porque era sinal de que alguma coisa ia ruim (pleonasmo pra negatividade). Que as flores com certeza nasceriam sim aos meus cuidados, “oh, mas uma moça tão bonita, eu não acredito mesmo que as flores morram nas suas mãos!”. Insisti com ele que eu não sabia cuidar direito de plantas porque todas as infinitas vezes que comprei roseirinhas ou violetinhas ou o que quer que seja, elas nunca floriram. Ele repetiu que isso não poderia acontecer comigo porque matar flores era sinal de energia negativa, e que ele tinha certeza que eu não era assim. Me fez até passar a mão várias vezes numa planta lá, enquanto dizia “toque nela porque ela está conosco há muito tempo e, se ela morrer, eu te procuro e passo a concordar que você tem uma energia muito ruim mesmo!”. Compramos a roseira e saímos da loja depois que ele me prometeu nunca mais falar que eu mato flores.
Dias depois, todas as flores vermelhas morreram, como acontece naturalmente com as plantas, mas a cor-de-rosa ficou. E ficou viva por muito tempo até. Só não fotografei porque ela tava feinha, com as bordas escurecidas, e mesmo assim ela resistiu até demais. Me arrependi demais de não ter fotografado no dia que comprei e depois, porque se antes ela era a única diferente ali no meio, depois passou a ser a única sobrevivente.
O melhor da história é que depois que a cor-de-rosa morreu, velhinha, nasceram mais. E muito mais! Nasceram cinco rosinhas, duas alaranjadas e três num rosa bem pink mesmo (roseira multicolor, quem curte? – claro que devem ser várias plantas num mesmo jarrinho). Fotografei um botão e uma rosa que já estava aberta.
Vale ressaltar que eu sempre achei muito sem graça fotografar flores (acho todas as fotos iguais e sei que tenho que mudar esse pensamento) e pior ainda no meu caso, que moro em apartamento e tenho preguiça de descer com o jarrinho pra fotografar perto da grama. Mas eu precisava ilustrar esse post e mostrar minha felicidade diante de tantas rosinhas desabrochando.

Agora até me atrevo a dar dicas pra cuidar de roseiras: não pode molhar muuuito, nunca molhar as flores, e é bom colocar pra pegar sol todos os dias pela manhã, mesmo que por pouco tempo. Tem que procurar uma terra escura pra transferir pra um jarro maior, porque ela não vem com terra o suficiente pra viver muito tempo (as minhas rosinhas tão fracas, preciso fazer isso urgente). Viu como mudei? Já tô até ensinando. :)