Por Amanda em 6 de junho de 2010
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Depois de pensar um pouco sobre qual livro postar, entre alguns que com certeza mudaram minha visão do mundo pra sempre, optei pelo Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva. Quem já leu sabe que os motivos não poderiam ser mais óbvios. Quem não leu, corre e lê! Urgente!

“Levei um ano para escrever este livro, tinha 26 anos. Ouvia Clash, era punk. Fiz só um tratamento depois de escrever, é meu livro mais visceral. É um livro que tem muitos flash-backs, que apareciam quando eu estava cansado de escrever a história principal, do acidente, e começava a falar sobre outras coisas. É um livro sobre construção de identidade, de fé, não é só um livro sobre o acidente”, afirmou Marcelo em entrevista recente.

Eu tava em dúvida se colava aqui a sinopse do Skoob (leiam, a propósito) por não lembrar de todas as coisas do livro em detalhes, já que li há 3 anos. Mas depois me perguntei… Por que não falar sobre isso? Que eu não lembro de muita coisa e não sei falar de forma aprofundada sobre a história do livro, mas de uma coisa lembro (e vou me lembrar pra sempre): a lição que aprendi durante essa leitura. Como encarar a vida sorrindo quando você só tem motivos pra chorar, como superar os maiores obstáculos e os próprios limites pra reinventar a felicidade… Coisas desse tipo, com certeza, eu nunca esquecerei. Mesmo que eu fique 10 anos sem reler a história (nem vou, comprei o meu outro dia; eu tinha lido um de biblioteca), em cada momento de dificuldade, só dá pra lembrar das palavras bem escolhidas e dos ensinamentos que o Marcelo me trouxe. E não se enganem: não é um livro de auto-ajuda, não é politicamente correto. É a história (real) de um cara com pouca idade que resolveu pular de cabeça num lago raso. Quebrou uma vértebra e está vivendo em uma cadeira de rodas desde então. Depois de uma sofrida adaptação à nova situação, depois de ver que a vida dele mudaria por inteiro. Também não pensem que o livro é chato e cheio de moral. Palavrão, gíria, piada fora de hora… O autor usa de tudo isso pra falar de uma coisa séria e que acontece direto na vida das pessoas: mudança. A leitura é rápida e divertida, e quando terminou, eu só consegui sentir saudade. Soube que existe um filme sobre o livro, mas ainda não achei.

O que me deixa mais feliz é que Marcelo Rubens Paiva é brasileiro e ainda vive. É tão lindo sonhar em encontrar o ídolo… Só quero registrar um pedido: Marcelo, não morra agora. Porque eu não quero morrer antes de te dar um abraço e dizer um puta “OBRIGADA” bem sonoro. Por mim e por toda a humanidade.